Conheça a Gestão do Cress Ceará
SOBRE O CRESS CEARÁ
Conselho Regional de Serviço Social 3ª Região – CRESS CE é uma autarquia de personalidade jurídica e de direito público, possuindo vinculo com o Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, porém com autonomia administrativa e financeira.
Acesse aqui o nosso REGIMENTO INTERNO.
Suas atribuições legais estão estabelecidas pela Lei 8.662/93, devendo ser desenvolvidas na área de sua jurisdição, que corresponde ao estado do Ceará. Dentre suas competências estão: organizar e manter o registro profissional dos Assistentes Sociais; orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício profissional de assistentes sociais.
A Gestão do Conselho é composta por 18 assistentes sociais com registro ativo no Regional, que são eleitas/os pela própria categoria a cada triênio e não possuem remuneração por gerir a entidade. A estrutura organizacional é composta por: assembleia geral, conselho pleno, diretoria, conselho fiscal, comissões permanentes, comissões temáticas.
Juntamente com o Conselho Federal e demais Conselhos Regionais de Serviço Social, compõe o conjunto CFESS/CRESS desenvolvendo ações de órgão regulador do exercício profissional. As atividades estabelecidas refletem a luta cotidiana em defesa da categoria e da qualidade dos serviços prestados por assistentes sociais à população usuária.
GESTÃO 2026-2029 – NOSSA VOZ É COLETIVA: TECENDO LIBERDADE E RESISTÊNCIA
Presidente – Ana Paula Pereira
Vice-Presidente – Ana Rosa Alves da Silva
1º Secretário – Jana Alencar
2º Secretário – Josevan Beviláqua
1º Tesoureiro – Rafaela Silveira
2º Tesoureiro – Mara Carneiro
Conselho Fiscal:
1ª Celiane Fernandes
2ª Suzana Machado
3º Edylson Gomes
Suplentes:
1° Verônica Furtado
2° Nubia Marques
3° Iury Natasha
4° Amanda Silva
5° Juliana Santos
6° Diogo Cals
7° Samilly Alexandre
8° Erilene Alves
9° Aniely Brilhante
CARTA DA GESTÃO
O Serviço Social brasileiro, desde o Movimento de Reconceituação, vem construindo um legado crítico e insurgente, comprometido com a defesa intransigente da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e com a construção de um projeto societário emancipatório. Esse processo histórico marcou um constante tensionamento às perspectivas conservadoras e consolidou um projeto profissional vinculado às lutas da classe trabalhadora, à radicalização da democracia e à defesa dos sujeitos historicamente explorados e oprimidos.
Esse legado não foi produzido de forma abstrata ou isolada. Foi tecido na práxis cotidiana da profissão, no interior das políticas sociais, nas universidades, nos espaços de controle social, nos movimentos sociais e nas ruas. A consolidação do Serviço Social como profissão crítica se deu no trabalho coletivo, na interlocução com as demandas populares e na construção de uma identidade profissional que forja sujeitos políticos e intelectuais comprometidos com os movimentos da classe trabalhadora, com os sindicatos, com os partidos progressistas e com as lutas feministas, antirracistas, anticapacitistas e em defesa da população LGBTQIAPN+.
O reconhecimento social da profissão se realiza, portanto, no diálogo com os usuários e usuárias das políticas públicas, na defesa dos povos que sofrem violações de direitos, na atuação junto às populações periféricas, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, crianças, adolescentes, mulheres, população negra e trabalhadores e trabalhadoras em situação de precarização. É nesse chão concreto da realidade social que o projeto ético-político ganha materialidade.
Nesse contexto, o Conjunto CFESS/CRESS cumpre uma função social estratégica e inadiável: proteger o legado histórico da profissão, assegurar as condições éticas e técnicas do exercício profissional e fortalecer a organização coletiva da categoria. É por meio do Conjunto, em articulação permanente com a base, que se afirma a defesa dos princípios inscritos no Código de Ética, especialmente a liberdade como valor central, a defesa intransigente dos direitos humanos, o compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e a luta contra todas as formas de preconceito e discriminação.
A Chapa 1 “Nossa voz é coletiva: tecendo liberdade e resistência” emerge dessa trajetória e desse compromisso histórico. Compreendemos que o momento atual impõe desafios profundos. Vivemos um período de recrudescimento de valores autoritários, fascistas, misóginos, aporofóbicos, racistas, xenofóbicos e ultraliberais, que colidem frontalmente com o projeto profissional que defendemos. As contrarreformas do Estado, a intensificação da precarização do trabalho, o desmonte das políticas públicas e os ajustes fiscais que privilegiam o capital financeiro em detrimento da vida aprofundam as desigualdades e tensionam cotidianamente o exercício profissional.
Diante desse cenário, reafirmamos que não há neutralidade possível. Defender o Serviço Social é defender a democracia, os direitos sociais e as condições dignas de trabalho. É resistir ao esvaziamento das políticas públicas e à despolitização da profissão. É fortalecer a fiscalização com caráter pedagógico, ampliar o diálogo com a categoria, garantir transparência na gestão e construir processos formativos que respondam às demandas concretas dos territórios.
Nossa proposta, enquanto chapa que concorre às eleições do conjunto CFESS-CRESS para o triênio 2026-2029 é fortalecer a categoria profissional a partir de uma inserção democrática, participativa e presente nos espaços de luta. Um CRESS que amplie canais de escuta da base, que dialogue com estudantes e bacharéis, que valorize a formação continuada e que enfrente, com firmeza, as tentativas de desqualificação da profissão. Um Conselho que atue na defesa das condições éticas e técnicas de trabalho, denunciando a precarização e construindo estratégias coletivas de enfrentamento.
Tecer liberdade e resistência significa compreender que nossa força reside na coletividade. Não se trata de um projeto individual ou de gestão burocrática, mas de um projeto político de categoria, comprometido com o futuro do Serviço Social e com a sociedade que queremos construir.
Nossa voz é coletiva porque nasce da história de luta da profissão. É coletiva porque se constrói na escuta, na participação e na unidade diversa. É coletiva porque sabemos que somente organizadas e organizados poderemos enfrentar os retrocessos e avançar na consolidação de um Serviço Social cada vez mais crítico, democrático e comprometido com a emancipação humana.