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Dona Ivone Lara morre nesta segunda (16/4) deixando imenso legado para o Serviço Social brasileiro e para a Saúde mental

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Dona Ivone Lara, mulher carioca, dama do samba, é de origem pobre, negra e com família oriunda do subúrbio, e considerada uma das primeiras assistentes sociais negras do Brasil.

Morreu na noite desta segunda-feira, dia 16 de abril, aos 97 anos, Dona Ivone Lara, em decorrência de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. A cantora estava internada em um hospital do Rio de Janeiro desde a última sexta, data de seu aniversário. Reconhecida como ícone na história da música brasileira, Dona Ivone Lara foi uma das primeiras assistentes sociais negras do Brasil, grande herdeira do legado ancestral da resistência das mulheres negras em suas manifestações africanas no Rio.

Em 2016, a assistente social Graziela Scheffer, professora da Faculdade de Serviço Social (UERJ), mestre e doutora em Política Social e Serviço Social (UFRJ), publicou artigo em que traz a importância de Dona Ivone Lara para o Serviço Social brasileiro e para as políticas de Saúde Mental no país. No artigo, Scheffer cita que “Dona Ivone Lara andava entre dois mundos: de um lado a realidade da classe média vivenciada na escola e na universidade; de outro, o da família pobre de tradição cultural negra. Portanto, era fruto de diferentes influências de classe e de tradição cultural” (p. 488).

Inicialmente, foi enfermeira e trabalhou como visitadora social na Escola Anna Nery (EAN). Após seis anos de trabalho, cursou Serviço Social, concluindo o curso em 1947. Durante toda a sua vida profissional, como enfermeira e como assistente social, esteve no campo da saúde mental no Centro Psiquiátrico Nacional D. Pedro II, no Engenho de Dentro, de 1947 até 1977.  Trabalhou durante todo esse período com Nise da Silveira, que foi sua supervisora e estava iniciando uma proposta terapêutica inovadora, ligada à arte.

Quer saber mais sobre Dona Ivone Lara e seu legado no Serviço Social Brasileiro? Acesse o artigo “Serviço Social e Dona Ivone Lara: o lado negro e laico da nossa história profissional”, de Graziela Scheffer, CLICANDO AQUI.

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