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Cress Ceará convoca assistentes sociais para ato de resistência democrática nesta sexta (6/4), às 15h

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Em Fortaleza, o “Ato de resistência democrática” acontece na Praça da Gentilândia, em frente à sede do Conselho Regional de Serviço Social 3ª Região/CE, em Fortaleza (CE), nesta sexta (6/4), a partir das 15h. 

Lula: sua condenação, expressão do golpe e resistência democrática da classe trabalhadora.

Como entender os últimos acontecimentos na realidade política e social brasileira? Para pensar e entender o Brasil atual precisamos lançar mãos de sua história, de sua formação que, como bem afirma Octavio Ianni (2004) trata-se de um “caleidoscópio de pretéritos”.

Não foi uma decisão comum do Supremo Tribunal Federal (STF) a que vimos quarta (4/4). Foi uma representação da luta de classe em que a classe dominante, representada pelos/as mais altos magistrados/as do país, condenou um retirante nordestino que teve a “infeliz” ideia de se tornar presidente deste país.

Tratou-se de um espetáculo sórdido, e que temos acompanhado nos últimos anos, tendo como palcos de sua apoteose, a sala de audiência da oitava turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e a sentença do STF contra o Habeas Corpus de Lula.

O golpe parlamentar-jurídido e midiático não iniciou-se em 2016 com o processo de impedimento da então Presidenta Dilma Rousseff. Em 2014, com o início dos trabalhos da intitulada operação “Lava-jato”, os papeis estavam bens demarcados. Um juiz singular de primeiro grau ávido por status levantando-se contra a dita corrupção generalizada do Estado brasileiro, Moro trazia em si o espelho do herói, paladino da luta contra a corrupção, ledo engano, feito uma marionete, cujo os movimentos eram e são manipulados entre linhas bem amarradas e atadas à mão impiedosa do capital financeiro internacional.

Lula, que nesses últimos anos de sua vida enfrentou um câncer, a perda de sua companheira e a perseguição de seus algozes, conseguindo estes lograr êxito em suas investidas condenado-o, ao final a doze anos de prisão, ainda assim não demonstravam a esperada satisfação, pareciam ainda mais raivosos, talvez lhes faltassem um troféu, a cabeça de um cervo empalhado pendurado na parede, faltava-lhes um Lula abatido e subjugado. O que vimos foi a expressão de um verdadeiro “ódio de classe”, pois a burguesia nacional não se contenta em vencer, ela precisa destruir qualquer mínima força de ascensão da classe trabalhadora.

Faltou-lhes este troféu. Mesmo perseguido e difamado diuturnamente, este homem mantém-se altivo. Olha nos olhos de seus acusadores, impôe-se. Este réu, ainda que sentenciado, nunca pareceu abatido, nunca recuou, nunca se resignou frente a um judiciário conservador, oligarca e falho. Lula volta as suas origens e neste trajeto de reencontros vê que não estava sozinho.

Conselho Regional de Serviço Social 3ª Região/CE
Gestão “Nossa voz na rua vem para lutar”
Triênio 2017-2020

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